Tudo tem um fim…

August 6th, 2009 by Luísa Barwinski

Muito bem, minha gente!

Como vocês já puderam notar, Os Palitos de Gina ficou “abandonado” por um longo período. Isso aconteceu devido ao que eu já vinha adiantando aqui: trabalhos, TCC, freelas e outras coisas que consumiram tanto tempo que a coisa ficou quase fora de controle.

Entretanto, venho anunciar o “fechamento” desse mafuá para a inauguração de outro. Os Palitos de Gina foi uma excelente experiência para a fundamentação teórica daquele que é fruto da pesquisa acadêmica que estive desenvolvendo: o Paliteiro.

Não se assuste, as diferenças entre um e outro serão mínimas, porém um pouco contundentes. O conteúdo será mais jornalístico, porém não perde o tom divertido que sempre procurei manter.

A todos que acompanharam Os Palitos de Gina desde os seus primórdios no Blogspot: não tenho como agradecer as visitas, dicas, comentários e sugestões. Muito obrigada mesmo!

Agora preparem-se para uma “nova era” no Paliteiro!

www.paliteiro.com - Aguardem…

The big change

May 17th, 2009 by Luísa Barwinski

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Você não está vendo coisas. Também não entrou no blog errado. Agora, “Os Palitos de Gina”  se chama “Paliteiro” e com a mudança no nome, logo o endereço mudará. Por isso, fique ligado para as novidades que estão por vir!

Não se zangue se o Paliteiro ficar fora do ar por um dia ou dois. Logo tudo estará funcionando normalmente!

Até mais!

Oasis dita padrão de qualidade em Curitiba

May 11th, 2009 by Luísa Barwinski

Especial Oasis

Curitiba, ou melhor, Pinhais não foi a mesma depois da passagem dos irmãos Gallagher por estas terras. Pelo menos para mim, os próximos shows que forem acontecer por aqui terão de fazer força para chegar perto de toda a precisão técnica e causar a mesma boa impressão que os já crescidinhos ingleses brigões.

Oasis

Por mais que tenham a fama de não transparecer muita simpatia, Liam e Noel se mostraram bastante empolgados com o público que tinha gente de todos os cantos do país. Do Rio Grande do Sul à Minas Gerais, todos tinham pelo menos um representante pronto para seguir as letras e os acordes dos mais do que pontuais roqueiros.

Oasis ainda no camarim

Já aviso por aqui: se você não gosta de Oasis, pare de ler por aqui. Se o “Noel”, na sua concepção é o Papai ou o Rosa e não também o Gallagher, este texto foi feito e pensado por quem foi, viu e gostou. Claro, nada de rasgar ceda, mas houve algo quase inesperado: Liam fez piadas e Noel, um pouco mais tímido, foi bastante simpático e sorriu para as fãs que se descabelavam junto à grade.

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Logo que chegamos ao Expotrade, em Pinhais a fila que levava para a entrada da pista já dobrava a primeira esquina do pavilhão. Para quem quis desembolsar suados R$ 200 (R$240 fora da bilheteria oficial e R$268 pela internet), a aglomeração para chegar à área VIP estava na parte interna do lugar ainda quando o relógio marcava 15h.

Os portões se abriram poucos minutos depois das 17h e logo depois das 18:30 os gaúchos do Cachorro Grande já faziam muito barulho e o aquecimento dos fãs de rock’n roll. É um pouco embaraçoso admitir que eu nunca tinha parado para ouvir a banda, só conhecia a primeira parte da música que mais apareceu na mídia, “Pra onde eu vou”. Depois dessa apresentação, eu descobri o que perdi.
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Cachorro Grande ficou no palco até perto das 19h e com a participação do baixista Rodolfo Krieger e o guitarrista Marcelo Gross, o público já tinha dado os seus primeiros pulos e gritos. A banda inglesa tinha programado o horário de colocar os pés no palco para as 20h. Contudo, cinco minutos antes do previsto, seguindo a estereotipada pontualidade britânica, meninas choraram, cartazes, bandeiras e camisas com os nomes “Liam” e “Gallagher” levantaram-se para que os olhos da banda pudessem atender aos pedidos de “Don’t play Live Forever”, “Play Live Forever” e vários outros apelos dos fãs.

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De acordo com os mais curiosos e os adoradores fiéis do Oasis que foram a todos os shows da turnê brasileira ou que assistiram a apresentação do Rio de Janeiro transmitida pelo Multishow, a banda seguiu o que já estava programado. Por mais que os cartazes pedissem, as gargantas se cansassem, Live Forever não veio. Liam jogou seus famosos pandeiros meia-lua para a multidão. Todos passaram muito longe do meu alcance. Em uma atuação bem humorada para os padrões da banda, ele brincava colocando estes pandeiros na cabeça e fazendo bico para o público antes de atirá-los.

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Para a alegria de outros, Champagne Supernova deu seus primeiros acordes próximo do final do show. Nos momentos em que Liam saía do palco, Noel cantava. Foi com o mesmo violão de Songbird que Don’t Look Back in Anger foi executada.

Perto das 22h, mais precisamente 22:47 quando olhei meu relógio, eu e mais uma multidão se amontoava na grade aos berros, implorando por uma palheta, setlist, baqueta, toalha, fio de cabelo ou gota de suor de qualquer um dos Gallagher em vão. Ao final, vê-los subir a escada do camarim logo ao lado direito do palco foi um pouco estranho.

Ainda tenho a sensação de que não foi real.

Credo em cruz, Ave Maria!

May 9th, 2009 by Luísa Barwinski

Pois não é que me enganei redondamente?

Criançada, sinto informar-lhes, mas este mafuá vai sofrer uma queda bastante abrupta nas atualizações. Agora é hora de começar a fundamentá-lo teóricamente para fazer com que o Palitos fique melhor para todos dentro de alguns meses. Devo dizer que alguns mal sabem que não perdem por esperar as novidades que vêm por aí!

Adianto uma coisa apenas só pra ser ruim, cruel, fria e calculista (por que tudo que é frio é automaticamente calculista?) : as mudanças incluem câmeras… Quem viver, verá!

Enquanto isso, fiquem com um dos meus favoritos do YouTube. Minha vida nunca mais foi a mesma depois do Bruno Cantor, da Cláudia e da Simone! Crianças (hoje mais velhas do que eu), you make my sunny day!

Como ir para o inferno com 4 letras

May 1st, 2009 by Luísa Barwinski

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Se você sempre quis visitar o inferno mas não tem os poderes de Constantine, nem consegue imaginar qual seria uma maneira mais rápida e eficaz de chegar ao inferno, veja como estes caras fizeram!

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Aprenderam? Vejo vocês lá!

Em tempo: As 4 letras pro inferno são YMCA.

Saindo do sufoco…

April 29th, 2009 by Luísa Barwinski

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Não se animem! Ainda não deixei de habitar este planeta e este blog!

Pela graça de Buda, Jeová, Deus, Jesus e Bob Dylan amanhã é a apresentação do último seminário e tudo voltará ao normal. Portanto, nada de desespero, nem sair correndo para atear fogo no vilarejo mais próximo. Durante o feriado a situação se normalizará!

Enquanto isso, deixo vocês com a nova fantasia da Ana Maria Braga:

Se cuidem, crianças!

Fantasticando o Twitter

April 20th, 2009 by Luísa Barwinski

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Domingo é dia de tédio e programação ruim na televisão. Isso é fato e nada muda essa idéia. Porém, as matérias que pouco acrescentam na vida do espectadores do Show da Vida trataram de fazer o que podemos chamar de “propaganda negativa”. Se você estava dormindo durante a exibição, aqui está a matéria.

Assistiu? Pois bem, você já tinha Twitter antes disso ir ao ar? É, eu também. Agora pare para pensar na quantidade de spoilers, miguxos e newfags vão infectar os servidores do pássaro azul… Pensou? É, eu também… Entretanto, espera-se que pessoas interessantes também passem a usar o Twitter; mas até isso acontecer, vamos ver a Fail Whale milhares de vezes até que os níveis de acesso voltem ao normal ou a capacidade dos servidores seja expandida. Contudo, o Fantásico se esqueceu de uma coisa: não se subjuga os participantes de uma rede social onde a construção do conteúdo é principalmente colaborativa. Em outras palavras, quero dizer que existem jeitos mais saudáveis de fazer com que os usuários cheguem ao seu perfil no Twitter. Se exibir na televisão dizendo “Follow me!” não parece ser a mais indicada.

Agora assista o vídeo abaixo…

E aí? Cadê toda aquela simpatia do Zeca? Parece um pouco “verticalizado”, não? Antes que alguém fale alguma coisa, este post não é um desabafo de quem já usa o Twitter. O ponto discutido aqui é a imagem negativa que a equipe do Fantástico conseguiu passar. A grande idéia do Twitter é passar conteúdos de maneira colaborativa. E uma coisa que pude observar em vários telejornais, sejam eles diários ou semanais, é que eles não estão acostumados com a colaboração direta de quem não está envolvido no processo de produção da notícia.

Normalmente, as mídias tradicionais não autorizam o seu público, a sua massa a produzir notícia. Não vai ser agora que a toda-poderosa Rede Globo vai descer do seu pedestal e tratar usuários de redes sociais, blogueiros e usuários da internet em geral como produtores de conteúdo. Não se engane, esta abertura não passa de um teste. Quem não está realmente aberto a construir o conteúdo de maneira colaborativa e criativa não se cria neste meio. Parece até que ninguém dentro da gigantesca redação de lá ouviu falar em “A Cauda Longa” de Chris Anderson. A segmentação, o direcionamento aos nichos são uma boa aposta. A massa uniforme está com os seus dias contados, pelo menos na internet.

Segundo vídeo via Sedentário & Hiperativo

Notícias de quinta

April 16th, 2009 by Luísa Barwinski

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Ó céus! O que fazer depois que o Obama disse que o Lulinha era “o cara”?! Daqui a pouco até ele mesmo vai acreditar que é.

Nunca na história deste país um presidente brasileiro foi desenhado pelos Yankees!

De acordo com o jornal Gazeta do Povo, o episódio com o presidente foi ao ar ontem nos Estados Unidos e a trama envolvia um ataque alienígena. Agora é esperar para ver qual foi a contribuição do presidente para o ataque. Seria o lançamento da Dilma?

Oásis stereofônico

April 11th, 2009 by Luísa Barwinski

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Já fazia um certo tempo que o Palitos Records não aparecia por aqui. Por isso, vou aproveitar a dica da Muza e a onda “Oasis” que se alastrou por Curitiba desde que o show foi anunciado e permitir o seu deleite com esta música gravada ao vivo pelo Oasis e o Stereophonics. Enfim, alguém ouviu minhas preces e as duas bandas se uniram…

O que vale é estar lá dia 10 de maio implorando por um soco ou um xingão dos irmãos Gallagher. Oasis em Curitiba, eu vou! E agora só falta vir Stereophonics! Juro que no momento em que o Kelly Jones cantar Mr. Writer eu desmaio e tenho piti na frente de todo mundo… Adoro!

Tietagens a parte, juntar as duas bandas é uma excelente combinação. Afinal, a voz do Mr. Jones aliada aos violões e baixos dos Gallagher são o paraíso na Terra.

Rorschach: a anestesia do herói

April 10th, 2009 by Luísa Barwinski

Walter Joseph Kovacs é um sujeito que decidiu fazer algo pelas pessoas. Talvez seja isso que muita gente pensa de Rorschach. No entanto, o filho da prostituta Sylvia Kovacs faz coisas para que o seu senso de justiça e moral se mantenha em estado de alerta quase que constante. Kovacs não é um “cara” qualquer, também não é aquele herói que as criancinhas adorariam abraçar e tirar uma foto com ele, como Ozymandias. Rorschach é quem limpa a cidade da escória para que todos os dias o mundo volte a tratá-lo como se não estivesse lá.
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O fato é que Rorschach deixou de ser Kovacs e adotou a máscara como seu verdadeiro rosto. Tudo que o pequeno Walter vê e vive na sua infância culminam no nascimento de um vigilante fisicamente anestesiado. Nem frio, dor ou incomodo. Nada o afeta fisicamente. O jeito com que ele resolve as suas missões são em sua maioria, improvisados de maneira que ele não carrega arma alguma. Rorschach é o sujeito preparado para qualquer situação vestindo apenas o seu sobretudo, cachecol e chapéu. O resto, ele dá um jeito. Ao contrário dos seus colegas de combate ao crime, ele não herdou a fortuna do pai como o Coruja II, não construiu um império sobre a sua identidade como Ozymandias, não foi financiado pelo governo como Dr. Manhattan e o Comediante e não recebeu o seu legado de um dos seus pais, como a Espectral.

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Rorschach é o exemplo ideal de norte-americano patriota e moralista. A crença dele no que é bom e justo o levou a arrombar portas, matar e contrariar os sagrados mandamentos. Os fins justificam os meios, não, Maquiavel? Para este herói mascarado, sim.  Para Veidt também, mas de maneiras diferentes. Rorschach e Ozymandias são personagens que poderiam ser rivais tanto no que se refere ao caráter quanto à ideologia. Enquanto Kovacs prefere agir anonimamente acreditando nos seus valores, Veidt traz os holofotes para si, passando por cima de limites éticos e sociais para alcançar seus objetivos. Walter é um homem de idéias, um apaixonado. Adrian é um homem de práticas, como os manuais de administração gostam de ensinar, ele é um “empreendedor”.

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Até onde a fé de Rorschach o cega para o que acontece? O imediatismo das reações dele pode ser considerado como uma resposta bastante prematura, às vezes. Kovacs é o oposto da maioria dos heróis. Enquanto a maioria faz um plano, ele age. O plano é não ter plano. Assim como o Coringa dos quadrinhos de Batman. A diferença é o propósito de cada um: Rorschach veste uma fantasia para defender, mesmo que isto implique em matar, demolir e assassinar; o Coringa porta seu terno roxo só para “ver o circo pegar fogo”. Logo no início, para quem nunca teve contato algum com os quadrinhos, percebe-se alguma semelhança de Rorschach com o Homem Morcego.  Ambos são tratados com uma certa repugnância pelas outras pessoas que eles protegem quando a noite cai.

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Entretanto, os personagens de Watchmen são mais profundos e dramáticos. Enquanto Batman, apesar de ser emblemático, acabou se tornando (nos cinemas, é claro) em um apanhado de explosões, restando ao Coringa o papel central. A infância difícil de Walter fez com que ele percebesse que ninguém vive apenas para desfrutar as maravilhas da boa mesa e o ar fresco de uma tarde de outono. Rorschach não tem boa mesa, muito menos brisas de meia estação. Kovacs vive no limite da moral e do crime, muitas vezes retribuindo a má ação dos seus bandidos com reações definitivas para que eles não possam repeti-las. Exceto pela devoção à pátria, Rorschach é o herói que qualquer país precisaria.

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